| Turismo |
.
No Rio, percentual de estrangeiros dos cinco estrelas cai da média histórica de 70% para 50% neste ano; mesmo assim, ocupação esperada é de 95% das vagas.
Os hotéis dos principais centros carnavalescos do País têm a expectativa de ocupar entre 85% e 99% de seus quartos durante os quatro dias de folia. O índice é muito superior às melhores médias obtidas em outras épocas do ano. São Paulo, a cidade que mais recebe visitantes no País, tem média de ocupação anual na faixa de 70%.
Além de manter a casa cheia, os hotéis costumam cobrar tarifas muito mais altas do que as habituais, o que torna o Carnaval uma data especialmente importante para o faturamento da indústria. Em alguns estabelecimentos com localização estratégica para a festa, como os hotéis do circuito Barra-Ondina, em Salvador, os quatro de dias da festa representam até 10% do faturamento anual.
Carnaval sem ressaca financeira:
Nem a crise na Europa e nos Estados Unidos deve afetar o resultado final do Carnaval para os hotéis em cidades como Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A tendência é que turistas brasileiros acabem ocupando o vácuo deixado pelos turistas que deixarão de vir de fora.
Rio de Janeiro
No Rio, sete entre dez visitantes que utilizam a rede hoteleira da cidade durante o Carnaval são, historicamente, estrangeiros. Porém, este ano, o percentual de estrangeiros nos hotéis de luxo caiu para 50%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) do Rio de Janeiro. O número é 30 pontos percentuais menor do que os 80% de estrangeiros presentes na festa, em 2011. “Os hotéis cinco estrelas estrelas estão sentindo o impacto da crise nos países desenvolvidos”, diz o presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes. “Mas os turistas brasileiros, que costumam fechar os pacotes em cima da hora, devem compensar a ausência dos estrangeiros.” Há 15 dias da festa, o Rio já tinha 81% de seus quartos reservados, o que reforça a expectativa para uma ocupação total de 95%. Pontos como os bairros de Flamengo e Botafogo (com 93,3% de ocupação) e as praias de Copacabana e Leme (85,5%) são os mais procurados pelos turistas.
No Recife e em Olinda, a expectativa é a de repetir o desempenho do ano passado, quando 99% das vagas em hotéis foram ocupadas durante a festa. Nos dias pré e pós-Carnaval em 2011, o índice médio de ocupação foi de 85%. O diretor-executivo da ABIH local, Carlos Mauricio Periquito, também minimiza o impacto negativo das crises europeias e americana. “Aqui a gente não sente a crise. Os turistas brasileiros são sempre maioria no Carnaval de Pernambuco”, diz Periquito.
Nos hotéis que ficam no entorno do circuito Barra-Ondina, em Salvador, a taxa de ocupação deve ficar entre 85% e 90%, segundo a ABIH da cidade – isso se a questão da segurança pública se resolver até o início da festa. O presidente da entidade, José Manuel Garrido Cambeses Filho, diz que o Carnaval local passou a ter concorrência de outros centros como o Recife e de alternativas como os cruzeiros pela costa brasileira. “Com tudo isso, vamos ter uma ocupação 5% inferior ao ano passado”, diz Cambeses. Se a greve da polícia militar continuar até lá, porém, as perdas deverão ser ainda maiores, evidentemente.
Até a rede hoteleira da cidade de São Paulo se beneficia com o Carnaval. Há poucos anos, a cidade virava um deserto durante a festa, com ocupação dos hotéis na faixa dos 10%. O crescimento do Carnaval de rua da cidade e um esforço promocional feito pelo setor levaram esse índice para próximo dos 40% nos últimos anos. “Estamos crescendo entre 2% e 3% ao ano”, diz o presidente da ABIH de São Paulo, Bruno Omori. “O Carnaval é uma ótima época para visitar a cidade, pois os hotéis praticam tarifas com descontos de até 50% e a cidade mantém todas as suas atrações funcionando.” O litoral paulista e alguns centros tradicionais da folia, como São Luiz do Paraitinga e Santana do Parnaíba, em compensação, estão com taxas de quase 100% de ocupação garantidas.
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
.png)
